
O Gato Subiu no Telhado: quando a geração cresce sem aparecer, quem paga a conta?
A expansão irregular da micro e minigeração distribuída produz efeitos sobre custos, operação e equilíbrio do sistema.
A expressão popular ganha um novo significado no setor elétrico. Sistemas de micro e minigeração instalados ou ampliados sem a devida atualização junto às distribuidoras criam uma diferença entre a geração real e a informação usada para planejar e operar a rede.
Quando parte da geração não aparece nos dados oficiais, aumentam as incertezas na previsão de carga, na contratação de potência e na alocação de custos. O efeito não fica restrito ao agente irregular: ele se espalha pelo sistema e pode ser transferido aos demais consumidores.
A solução passa por fiscalização, qualidade cadastral, medição adequada e regras que distribuam custos e benefícios de forma equilibrada. A transição energética precisa avançar com transparência e responsabilidade operacional.